Mas nessas Olimpíadas de Pequim em especial duas características comportamentais típicas do brasileiro tiveram destaque: o chororô e a vingancinha.
A vingancinha veio das meninas do vôlei, que após quatro anos de gozações e humilhações em nosso próprio país (já que para o resto do mundo a nossa Seleção é a melhor há tempos), despacharam impiedosamente todas as adversárias, como fez o time de basquete americano com os seus rivais. E depois de destruírem a última Seleção na final olímpica, mandaram um recado claro ao brasileiro: "Agora cala tua boa e aplauda-me de pé!".
E estão certíssimas em fazer isso, já que muita gente do Brasil que gosta de botar rótulo (outra característica "marcante" do brasileiro) não perdia a a oportunidade de descer a lenha nas meninas em cada fracasso que aparecesse. No técnico, então, nem se fala. Esquecida sua primeira medalha em esportes coletivos para o Brasil (Barcelona-1992 no vôlei masculino), era muitas vezes chamado de imbecil e ultrapassado. Mais contido, ao ganhar a medalha de ouro ele não provocou reações de ninguém, simplesmente porque ele achava que não devia dar resposta pra ninguém.
Mesmo assim, o brasileiro, que adora uma vingancinha, adora fazer os outros calarem a boca por conta de muitas decisões contraditórias que ele toma no dia-a-dia e também gosta muito de ver o circo pegar fogo em todas as situações, mostra que "não sabe brincar" quando é ele quem tem que "pegar o banquinho e sair de mansinho", como diz Raul Gil. Deve ser duro pra uma pessoa que não consegue resolver sua vida profissionalmente ver o sucesso suado de meninas tão talentosas quanto às nossas do vôlei feminino.
O negócio então é mudar de esporte... pra criticar!!!
Pelo jeito, a Sharapova também concorda com a Mari e as outras meninas do vôlei...
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